O sistema de frenagem mais utilizado atualmente é o freio a disco.
Os primeiros experimentos com freios a disco começaram na Inglaterra no final do século XIX, mas demorou muito até que esse tipo de freio fosse adotado para produção em série.
O primeiro carro a utilizar este tipo de freio foi o Citroën DS de 1955, um verdadeiro exemplo de inovação tecnológica e uma indiscutível ícone de estilo.
Como acontece frequentemente no setor automobilístico, os fatores que impulsionaram a difusão dos freios a disco foram as competições esportivas, como as corridas de Fórmula 1.
A JAES, com mais de 10 anos de experiência no setor de fornecimento industrial, tornou-se uma parceira de referência para algumas das mais importantes empresas da indústria automobilística.
Nos carros modernos, os freios a disco tornaram-se indispensáveis para realizar frenagens de forma eficaz e segura. No entanto, alguns veículos, especialmente os menores e mais leves, ainda utilizam freios a tambor nas rodas traseiras. Isso ocorre por questões de custo, simplicidade e implementação do freio de mão.
O sistema de frenagem pode ser acionado de duas maneiras: por meio de uma alavanca, como no freio de mão, ou através de um pedal. Os freios podem ser ativados por diferentes sistemas: hidráulico, pneumático ou mecânico.
Podemos compreender melhor o funcionamento do sistema de frenagem observando-o em um veículo equipado com freios a disco.
Quando pressionamos o pedal do freio, um sistema hidráulico conectado a uma BOMBA aciona a PINÇA localizada no conjunto da roda. A pinça de freio segura as PASTILHAS e os componentes que as movimentam, como os CILINDROS, que geralmente são feitos de alumínio ou aço cromado.
As pastilhas são compostas por uma base metálica sobre a qual é aplicado um revestimento de material de atrito de diferentes composições. Dependendo das propriedades e da composição do material de atrito, pode-se privilegiar a eficiência (força de frenagem) ou a durabilidade das pastilhas.
Durante a frenagem, os CILINDROS aproximam as PASTILHAS do DISCO DE FREIO, que acompanha a rotação da roda por estar fixado a ela. As pastilhas pressionam o disco simultaneamente de ambos os lados, causando seu desaceleramento e permitindo a parada do veículo.
A forma do disco também influencia bastante nas performances de frenagem. O disco pode ser SÓLIDO, com uma superfície dupla de contato; tipo MARGARIDA, com um perfil de placa especial, que pode ser ondulado ou cortado, e é frequentemente usado no setor motociclístico; ou VENTILADO, composto por dois discos unidos, permitindo a passagem de ar entre eles e garantindo maior dissipação de calor.
Além disso, a superfície do disco pode passar por diferentes tratamentos para melhorar seu desempenho.
Assim, temos discos com superfícies LISAS, sem qualquer tipo de acabamento; discos PERFURADOS, que dissipam melhor o calor produzido pela frenagem; discos com RANHURAS, onde a superfície apresenta sulcos que ajudam a remover resíduos das pastilhas; e discos SEGMENTADOS, com bordas vivas que literalmente "cortam" as pastilhas, produzindo uma frenagem muito agressiva.
O sistema de frenagem permite que o carro pare com segurança. No entanto, pode ocorrer que durante o percurso o carro passe por superfícies escorregadias, como poças d'água. Nessa situação, em caso de frenagem brusca e repentina, as rodas podem travar e deslizar descontroladamente. Nesse caso, entra em ação um sistema de segurança chamado ABS (do inglês, Anti-lock Braking System).
O ABS é um sistema integrado de segurança que evita o bloqueio repentino das rodas durante a frenagem.
Sensores instalados nas rodas dialogam com uma central eletrônica; quando uma ou mais rodas travam, a central do ABS intervém na pressão da bomba hidráulica para reduzir a força de frenagem e evitar o deslizamento do carro.
Como vimos, o sistema de frenagem é indispensável para qualquer veículo, assim como sua correta manutenção. É importante realizar verificações periódicas nas pastilhas de freio e substituir regularmente o fluido no reservatório da bomba hidráulica. Esses pequenos cuidados ajudam a aumentar a segurança do motorista e dos passageiros.


